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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deve apresentar nesta quarta-feira (16) detalhes sobre o rito que será adotado para a análise do pedido de investigação envolvendo o ministro André Mendonça.
A discussão ocorre após a sessão realizada na terça-feira (15), que tratou da possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes a partir de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a sessão, Fachin votou para que os casos de Moraes e Mendonça fossem analisados separadamente. O placar provisório ficou em 4 votos a 3 nesse sentido, mas o ministro Flávio Dino pediu vista e a votação foi interrompida.
Fachin havia marcado para 23 de setembro a análise do pedido relacionado à atuação de Mendonça no caso envolvendo o Banco Master. A expectativa, segundo a CNN Brasil, é que o presidente do Supremo suspenda essa sessão até que Dino devolva o processo que está sob vista.
A definição do rito será apresentada ao plenário e poderá esclarecer como o Supremo pretende conduzir a tramitação dos diferentes pedidos relacionados aos ministros.
A controvérsia começou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia mensagens atribuídas a Vorcaro e que mencionavam Moraes. O ministro Alexandre de Moraes, posteriormente, apresentou um pedido para que fossem apuradas condutas atribuídas a Mendonça relacionadas à condução das investigações do caso Master.
O relatório divulgado por Mendonça contém 52 mensagens que os investigadores atribuem a Vorcaro e que teriam sido enviadas a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. Moraes negou irregularidades e contestou a validade do material.
A Procuradoria-Geral da República também pediu a anulação do relatório produzido no âmbito da investigação conduzida por Mendonça, questionando o procedimento adotado para apurar possíveis autoridades com foro no Supremo.
Na votação sobre a possibilidade de reunir os casos, Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a análise separada. Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin votaram pela apreciação conjunta.
Flávio Dino havia se manifestado favoravelmente à união dos casos, mas pediu vista e, por isso, seu voto não foi contabilizado no placar provisório. Com a suspensão, ainda não há uma data definida para a retomada dessa análise.
Redação Click Vale do Ivaí | Fonte: CNN Brasil / STF